Evidências atuais sobre a síndrome da apneia obstrutiva do sono na gênese das arritmias noturnas

Ainda subdiagnosticada, a síndrome da apneia obstrutiva do sono, desde a década de 1970, tem despertado o interesse científico de muitos autores, que tentam explicar e/ou comprovar os mecanismos fisiopatológicos que façam desencadear arritmias e distúrbios do ritmo, principalmente em pacientes do sexo masculino, hipertensos e obesos. Nesta revisão são apresentados artigos recentemente publicados, que apontam dados promissores. E, certamente, muito em breve serão descobertos novos fármacos ou procedimentos intervencionistas que possam ampliar o arsenal terapêutico para as arritmias relacionadas à síndrome da apneia obstrutiva do sono. Não raramente, o portador dessa afecção apresenta múltiplas comorbidades, as quais, quando expostas ao processo de disautonomia neuronal e respiratória, exacerbam suas manifestações clínicas e contribuem para a gênese das elevadas taxas de morbimortalidade consequentes ao distúrbio respiratório do sono. O constante progresso das diversas áreas do conhecimento humano e o incessante interesse por respostas e soluções tornaram a “irrelevante” e subdiagnosticada síndrome da apneia obstrutiva do sono assunto de destaque, com importância terapêutica e preventiva na diminuição de diversas arritmias cardíacas e, por consequência, na redução da mortalidade por causas cardiovasculares.

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