No dia dos namorados dois jogadores desmaiaram em campo por complicações de saúde.

“No dia dos namorados dois jogadores desmaiaram em Campo. Além de Eriksen, com morte súbita abortada na Eurocopa (Eriksen havia sido contaminado por covid meses antes), Caio Cezar, do Bangú , sofre síncope seguida de convulsões ainda a esclarecer.

A avaliação de risco dos atletas é feita de forma diferente em diversos países, geralmente variando entre exame físico e eletrocardiograma até exames mais elaborados, como ecocardiografia. Antes de iniciar atividade esportiva intensa, consulte seu médico“.

Desde então, mais exames médicos são realizados periodicamente nos atletas por parte de suas equipes e também das seleções. Grandes eventos obedecem a um rigoroso protocolo de atendimento aos jogadores e torcedores em caso de acidentes. No Brasil, por exemplo, nenhuma partida pode ter início sem que haja duas ambulâncias no estádio. O aperfeiçoamento dessas ações diminuiu o número de mortes de atletas durante a prática esportiva.

Em 2003, houve um dos mais marcantes casos de tragédias que aconteceram no gramado. Camarões e Colômbia se enfrentavam pelas semifinais da Copa das Confederações, extinta competição organizada pela Fifa. O volante camaronês Marc-Vivien Foé, de 28 anos, sofreu um mal súbito. Apesar da morte do jogador, o jogo foi reiniciado e terminou com vitória dos africanos, por 1 a 0. Uma autópsia foi realizada no corpo do jogador e identificou um problema no coração que aumentava os riscos de ataque cardíaco durante a prática do futebol.

Serginho, zagueiro de 30 anos do São Caetano, teve um desmaio em campo durante um jogo com o São Paulo, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro de 2004. Ele foi levado ao hospital, mas acabou morrendo horas depois. Poucos meses antes, Serginho havia comemorado o título paulista pela equipe do ABC. O jogador sofria de uma cardiomiopatia hipertrófica, mas seguiu atuando mesmo assim.

Também em 2004, o futebol português presenciou uma cena trágica. Em jogo entre Benfica e Vitória de Guimarães, o jovem atacante húngaro Miklos Féher, de 24 anos, teve uma parada cardíaca em campo. Ele foi socorrido por médicos das duas equipes, mas não resistiu. Mais jovem ainda era Antonio Puerta. Aos 22 anos, o jogador do Sevilla teve uma parada cardíaca durante o jogo com o Getafe pela rodada inaugural do Campeonato Espanhol de 2007. Puerta era um dos principais jogadores da equipe andaluz, que havia conquistado o bicampeonato da Copa da Uefa, em 2006 e 2007. Depois do desmaio, o jogador foi levado ao hospital e ficou na UTI. Após novas paradas cardiorrespiratórias e três dias internado, teve problemas cerebrais e faleceu.

Em 2012, em partida pela segunda divisão do futebol italiano, entre Livorno e Pescara, o meia Piermario Morosini, de 25 anos, teve uma parada cardíaca. O jogador recebeu os primeiros socorros, mas morreu a caminho do hospital. O caso fatal mais recente foi em 2016, na Romênia. O camaronês Patrick Ekeng-Ekeng, do Dínamo de Bucareste, teve um desmaio no gramado durante a partida com o Vitorul Constanta. Levado ao hospital, o jogador de 26 anos não resistiu. Em 2018, outro caso chamou a atenção do mundo todo, mas aconteceu fora das quatro linhas. O zagueiro italiano Davide Astori, da Fiorentina, foi encontrado morto na concentração da equipe. Ele tinha 31 anos e sofreu uma parada cardiorrespiratória.

Atualmente, a taxa de sobrevivência de um episódio de morte súbita é de 7,6% em países desenvolvidos. Em locais onde há DEA e há treinamento em massa da população para oferecer suporte básico de vida (compressões de qualidade e manuseio correto do DEA), a chance é maior — disse.

A principal causa de morte súbita é o temido infarto (o que chamam de infarto fulminante). Antes dos 35 anos, contudo, essa causa ainda é frequente, mas começa a perder espaço para outras doenças cardíacas: cardiomiopatia hipertrófica, displasia do VD, entre outras — concluiu.

Em casos como o de Eriksen é comum a implantação de um aparelho conhecido como CDI, que tem função semelhante ao popular marca-passo, mas que não precisa ser trocado com tanta frequência, pois age por demanda.

CDI é um cardiodesfibrilador móvel que implantamos no paciente. O aparelho detecta arritmias e entrega um choque sempre que necessário. A causa que levou à arritmia também deve ser diagnosticada e tratada (infarto deve receber stent, por exemplo). Se for descoberta uma cardiomiopatia ou canalopatia (doença dos canais iônicos do coração) genética, os familiares devem ser rastreados — analisou.

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Gabarito - 20/11/2019

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Comunicado

Informamos que estaremos em recesso de carnaval até o dia 05/03. Retornaremos às nossas atividades normais às 12h do dia 06/02/2019.

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